Grávida de quadrigêmeos carrega três bebês mortos no útero para salvar a irmã sobrevivente

A mãe adolescente durante a gestação de quadrigêmeas perdeu três bebês, e teve que carregá-los por 23 semanas no útero até o nascimento da Athena

Resumo da Notícia

  • Tori, que na época tinha 19 anos, ficou grávida de quadrigêmeos, no entanto três desses bebês faleceram durante a gestação
  • A mãe teve que carregá-los no útero até o nascimento da irmã que sobreviveu, que nasceu prematuramente com 23 semanas
  • Hoje, a menina está fantástica, como uma bebê normal, só apresenta dificuldades com a fala

Após descobrir que estava grávida de quadrigêmeos, segundo o The Sun, a adolescente de 19 anos, do Alabama, mesmo com o choque do momento ela ficou realizada. Ela tinha conhecido o parceiro, Tyler Hallman, no Tinder, e com a descoberta da gravidez, o casal ficou muito animado em começar uma família.

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No entanto, em uma consulta médica, com 15 semanas de gestação perceberam que um dos bebês estava sem batimento cardíaco. No mesmo dia descobriram que 3 das bebês estavam dividindo a mesma placenta, e uma delas, a que sobreviveu, estava separada com uma bolsa só pra ela.

Com 15 semanas de gestação Tori descobriu que um bebê havia falecido (Foto: Reprodução/ The Sun)

Como a placenta não era suficiente para manter as três crianças, uma delas faleceu. Mesmo com o luto e a perda, a mãe, Tori, descobriu que teria que carregar as quatro meninas durante toda a gestação. “Eu não sabia como eu me sentia em carregá-la sem vida, mas eu não tinha opção”, explicou, “Eu sabia que não podia abrir mão das minhas outras filhas”.

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Com o passar do tempo a mãe começou a sentir dores e ligou para o médico, que a avisou que era só o útero crescendo. No entanto, na 19ª semana descobriu que as outras duas bebês que continuavam dividindo a placenta também não sobreviveram. Ainda assim ela poderia continuar com a gravidez e parir os bebês naturalmente.

Tori continuou a monitorar a gestação com mais cautela, e com 21 semanas ela foi internada no hospital porque o cérvix estava ficando fraco. Na semana 23, inesperadamente, a então adolescente entrou em trabalho de parto, e realizaram uma cesárea de emergência. “Eu estava com muito medo de perder a minha bebê”.

Athena nasceu prematura com 23 semanas (Foto: Reprodução/ The Sun)

Felizmente ela não a perdeu, e no dia 2 de janeiro de 2017, nasceu a Athena. Muito pequena ela pesava aproximadamente 600 gramas, com os olhos fechados, ela ainda não tinha desenvolvido se desenvolvido completamente. O casal teve que esperar 2 semanas e meia para poder segurar a filha. A recém-nascida teve que esperar 127 dias no hospital até poder ir para casa.

“Ver a Athena pela primeira vez foi surreal. Claro, eu nunca queria tê-la visto daquela forma, mas é incrível ver um bebê tão pequeno”, contou Tori. Ela ainda complementou: “Segurá-la pela primeira vez foi a melhor sensação da minha vida. Foi tão natural e perfeito. Nós nos conectamos. Não tem outro jeito de descrever além de perfeição”.

Chegando em casa

Quando chegou o momento de saírem do hospital, Tori e Tyler estavam ansiosos. “Sentiríamos falta dos médicos e das enfermeiras, mas foi um alívio trazê-la para casa”, contou a mãe.

Apesar dos atrasos de desenvolvimento da menina, comparado com o que ela já passou ela está fantástica. “Ela está ótima, ela anda, corre, pula, brinca, grita… Tudo que uma bebê normal faz, até as birras“. A mãe contou que ela tem dificuldades com a fala, mas está melhorando.

Hoje a menina, comparado com tudo que passou, está fantástica (Foto: Reprodução/ The Sun)

Atualmente com 23 anos, a Tori, junto com o Tyler, de 24 anos, tem outro filho, Zachariah, que tem 1 ano. O casal é aberto para falar sobre as irmãs da Athena e quer manter a memória das três meninas viva. “Ela (Athena) sabe que elas são anjinhas agora, que nos assistem todos os dias”, contou a mãe-de-dois.

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